O Signater passou a oferecer três novos fatores de validação de identidade: selfie avançada com prova de vida, captura de documento de identidade e conferência facial entre a selfie e a foto do documento. Os três estão disponíveis a partir do plano Business.
Fator de validação de identidade é a prova que o Signater exige do signatário antes de aceitar a assinatura. Cada fator ativado por você entra na trilha de auditoria e aparece escrito no arquivo certificado que acompanha o PDF assinado.
Selfie avançada com prova de vida
A selfie avançada abre a câmera do navegador e conduz uma prova de vida ativa, que confirma que há uma pessoa real diante da câmera naquele momento. O teste é feito contra o padrão ISO/IEC 30107-3, a norma internacional de resistência a ataques de apresentação, o nome técnico para tentativas de enganar a câmera com uma foto impressa, um rosto em outra tela, uma máscara ou um vídeo gravado.
É esse teste que separa a selfie avançada da básica. A verificação acontece no servidor, e o Signater só aceita a assinatura depois de receber o veredito de que a captura passou. Uma imagem enviada pelo aparelho do signatário não substitui esse veredito.
Vale dizer o que a prova de vida não faz. Sozinha, ela não identifica ninguém e não compara o rosto do signatário com nenhuma base de dados. Ela responde a uma pergunta só: existe uma pessoa viva assinando agora.
Captura de documento de identidade
O segundo fator pede ao signatário a foto de um documento de identidade com foto, tirada na hora ou enviada do aparelho, e classifica o tipo de documento apresentado antes de aceitar.
A imagem fica guardada como evidência e nunca é impressa no arquivo certificado, que registra apenas o fato de o documento ter sido enviado. Um documento com foto e número não é o tipo de dado que se publica em um PDF que circula por e-mail entre as partes.
Conferência facial
A conferência facial é a biometria que fecha o ciclo: ela compara o rosto da selfie da assinatura com a foto do documento apresentado e mede a similaridade entre os dois. A assinatura só é aceita quando a similaridade passa do limite configurado.
Esse fator depende dos outros dois. Sem a selfie avançada não existe um rosto verificado ao vivo para comparar, e sem o documento não existe a segunda foto. Por isso o Signater ativa a conferência facial apenas quando os dois já estão ligados para aquele signatário, e a desliga sozinho se você desativar qualquer um dos dois.
A comparação acontece entre as duas imagens do próprio ato, e nada é consultado em base externa. O resultado responde se quem assinou é quem está no documento apresentado, e não quem essa pessoa é perante um cadastro público.
Como fica para quem assina
Do lado do signatário, nada disso exige preparo. Ele abre o link que chegou no e-mail, no celular ou no computador, e a captura acontece na câmera do próprio navegador. Não há aplicativo para instalar, conta para criar no Signater nem cadastro prévio em lugar nenhum.
A prova de vida pede alguns segundos de enquadramento, com a instrução na tela. Se a captura não passar, o signatário recebe o aviso e tenta de novo; depois de tentativas demais, o fluxo trava e ele precisa recomeçar a partir do link. O Signater falha fechado nesses casos: sem o veredito positivo guardado no servidor, a assinatura não é aceita, mesmo que o aparelho envie uma imagem.
As imagens capturadas ficam guardadas como evidência do envelope, junto do resto da trilha de auditoria. A selfie da assinatura é anexada ao arquivo certificado; a foto do documento, não. E em nenhum dos três fatores o Signater consulta base de dados externa, cadastro público ou serviço de terceiros sobre a pessoa: a comparação usa apenas as imagens que o próprio signatário apresentou naquele ato.
A selfie básica continua em todos os planos
Nada foi tirado de quem está em um plano menor. A selfie básica segue disponível em todos os planos, inclusive no Free, e continua funcionando do mesmo jeito: abre a câmera, captura uma foto ao vivo do signatário no momento da assinatura e anexa essa imagem ao arquivo certificado como evidência do ato.
A diferença entre as duas está na proteção contra fraude. A selfie básica registra o que a câmera viu, sem julgar. Ela não distingue uma pessoa real de uma foto impressa, de um rosto exibido em outra tela ou de um vídeo tocado diante da lente, e não tem defesa contra deepfake. Para uma autorização de rotina, esse registro resolve. Para um contrato em que a identidade do signatário é o ponto sensível, a prova de vida é o que fecha essa porta, e ela está na selfie avançada.
O arquivo certificado usa palavras diferentes para as duas, de propósito, para que ninguém leia mais garantia do que existe.
O que fica escrito no certificado
Cada fator exigido aparece com um nome próprio na lista de autenticação do arquivo certificado:
- Selfie (captura ao vivo pela câmera), para a selfie básica.
- Selfie avançada com prova de vida verificada, quando a prova de vida passou.
- Documento de identidade enviado pelo signatário, sem a imagem do documento.
- Conferência facial entre a selfie e o documento enviado pelo signatário, quando a comparação foi aprovada.
Quem receber o PDF assinado meses depois lê exatamente qual prova foi exigida de cada pessoa, sem depender de você lembrar da configuração usada no dia.
Como ativar
Os fatores são escolhidos por signatário, dentro de cada envelope, na hora de montar a lista de quem assina. A combinação não é um ajuste global da conta: o mesmo envelope pode exigir a selfie avançada e o documento de uma das partes e apenas o código por e-mail da outra.
Um contrato de locação com fiador ilustra bem. Do fiador, que assume a dívida se o inquilino parar de pagar, você exige selfie avançada, documento e conferência facial. Do inquilino, que você já atendeu presencialmente, o código por e-mail basta. Cada exigência aparece separada no certificado, por pessoa.
Escolher fator a fator tem um motivo prático. Cada exigência adicional é mais um passo entre o signatário e a assinatura, e passo demais em contrato de baixo risco custa conversão: a pessoa adia, fecha a aba e você cobra de novo na semana seguinte. Gastar a selfie avançada e o documento onde a fraude dói, e deixar o resto no código por e-mail, mantém a prova forte onde ela importa sem encarecer o que era simples.
Disponibilidade
A selfie avançada com prova de vida, a captura de documento de identidade e a conferência facial entram a partir do plano Business e seguem no Enterprise, junto dos códigos por SMS e WhatsApp. A selfie básica, o código por e-mail e a senha definida pelo emissor continuam em todos os planos, inclusive no Free.
Os três fatores estão descritos em detalhe na página de validação de identidade, com o que cada um prova e o que cada um deixa de fora.
Para experimentar antes de decidir o plano, crie uma conta e mande três envelopes por mês no Free, sem cartão de crédito.